1 de fevereiro de 2008

Comentários das entrevistas sobre os 100 anos do Regicídio

Ontem, dia 31 de Janeiro de 2008, no Diário de Notícias saiu uma entrevista com D. Duarte, o qual fez umas denúncias sobre a maçonaria, e como tal achei que seriam boas para estar neste blog.

E ainda hoje, dia 1 de Fevereiro de 2008, deu no programa da Júlia na TVI uma entrevista sobre o regicídio. Um dos entrevistados era o João Soares, que se denunciou mais uma vez como um maçónico e um inocente por ser maçónico e não ter matado ninguém, daí a maçonaria, no entender dessa craitura ser uma sociedade boazinha. Mas no entender do papa Leão XIII a maçonaria é um veneno da sociedade que a infecta toda. (1)

Nal entrevista o D. Duarte denuncia:
-
havia dinheiro metido na revolução do 5 de Outubro dos republicanos espanhóis;
- queria-se fazer a Federação das Repúblicas Espanholas;
- e a bandeira verde e vermelha, actuais cores da bandeira portuguesa republicana, significariam Portugal (verde) e a Espanha (vermelho).(2)

Não é de admirar fazer uma revolução com dinheiro, mas cruzando essa informação com o que hoje foi dito no programa da Júlia pelo João Soares pode-se chegar à conclusão de que a instauração da República Portuguesa baseou-se na mentira.

Primeiro, o maçónico disse que a 2ª República, a tal de Salazar não era uma república, mas mais uma monarquia. Com esta afirmação dá-se a entender aos mais humildes que a monarquia seria ditaturial e má, pois são adjectivos associados a Salazar. Contou ainda que a Monarquia Portuguesa em 1908 não tinha boa reputação entre o povo. Aqui um arquitecto, o sr Telles, interviu e disse que estavam previstas umas eleições e esperavam-se 7 a 8 % dos votos para o partido republicano.

Ora na entrevista ao D. Duarte tais eleições seriam em 1910 e fala nas mesmas percentagens para o Partido Republicano. Estava no programa da Júlia um Historiador que se manteve estratégicamente calado e deixou o João Soares falar asneiras sobre a monarquia portuguesa.

Seja lá para quando estivessem sido marcadas as eleições; o povo português parece que nem estava muito a favor da república, pois D. Duarte diz na entrevista que os galegos é que fizeram a manifestação e a manifestação da repúblicaa 5 de Outubro (2). Mas o maçónico João Soares afirmou que a república foi proclamada com o povo português... e o historiador, o único com autoridade para falar de acontecimentos históricos, manteve-se estratégicamente calado.

Como os acontecimentos relatados pelo João Soares contradizem o que foi dito pelo D. Duarte, posso concluir que a instauração da República baseou-se em mentiras e ainda hoje essas mentiras vivem. Poderiam ter morrido no programa da Júlia se o Historiador tivesse falado mais, mas ele ficou calado, calou-se consentiu... embora no pouco que falou desmentiu o maçónico.

(1) Papa Leão XII, Humanum Genus, parágrafo 27, acedido em http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=enciclicas&artigo=humanum&lang=bra em 01/02/2008

(2) Francisco Almeida Duarte, O Regicídio não era projecto dos Republicanos, acedido em http://dn.sapo.pt/2008/01/31/tema/o_regicidio_era_o_projecto_republica.html em 01/02/2008






16 de fevereiro de 2007

ONU e o ABORTO II

Caro leitor,

Mais uma vez, para ser extramamente maçudo para os apoiantes do aborto livre e desejável, anuncio aqui, que o governo maçónico deste país orientado pelos superiores maçónicos e diabólicos (1) querem manter, tal como anunciam, um país progressista. Progressista para a morte.

Num dos blogs que aconcelho a ver, www.salveregina.blogspot.com, encontrei esta linda notícia que desejo que o caríssimo leitor a leia:


(1) diabólicos: Eis o que diz a enciclica Humanum Genus, de Papa Leão XIII, parágrafo 24:

Nesta empreitada insana e pervertida nós quase podemos ver o ódio implacável e o espírito de vingança com o qual o próprio Satanás está inflamado contra Jesus Cristo. - Do mesmo modo o estudado esforço dos Maçons para destruir as principais fundações da justiça e honestidade, e para cooperar com aqueles que desejarem, como se fossem meros animais, fazer o que eles quiserem, tende somente para a ignominiosa e desgraçada ruína do gênero humano.

10 de fevereiro de 2007

A ONU e o Aborto

Respondendo à entrevista do Jeronimo de Sousa:

O líder do PCP salientou que Portugal é "dos pouquíssimos países europeus" que mantém a penalização do aborto, ignorando recomendações de organizações internacionais.

Como se pode ver são recomendações de organizações internacionais que querem despenalizar o aborto como se não fosse um crime. O que na realidade é um crime. O aborto trata-se de matar uma criança ainda por nascer, neste caso no máximo com 3 meses, mas quem sabe se daqui para o futuro não será de 9 meses ou então como se fazia em Roma antiga: matar as proprias crianças já nascidas caso o pai não reconhecesse a paternidade:

Já na Roma pagã, não havia distinção entre aborto e infanticídio. Uma criança não tinha status legal até que o pai o aceitasse. Se não fosse aceito, a criança podia ser destruída (Heichelheim, Fritz M, A History of the Roman People, Englewood Cliffs NJ, 1984, pg. 35-38). [http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20040728200154&lang=bra]

E que organizações internacionais são essas que recomendam a despenalização do aborto?

1) ONU
Roma, 16 de Setembro de 2004 (CWNews.com/LifeSiteNews.com) - O Cardeal Renato Martino denunciou o envolvimento de agências das Nações Unidas na promoção do aborto.[http://www.lifesite.net/ldn/2004/sep/04091601.html]
original: ROME, September 16, 2004 (CWNews.com/LifeSiteNews.com) - Cardinal Renato Martino has denounced the involvement of UN agencies in promoting abortion [http://www.lifesite.net/ldn/2004/sep/04091601.html]

Desde 1965 o governo dos EE.UU. se envolveu no controle da população, contribuindo economicamente mais que todos os demais países juntos e exerceu pressão sobre outros países e agências internacionais para que apoiassem estes programas13. Os EE.UU. destinaram milhões de dólares de recursos para o controle demográfico a vários organismos da ONU: o Banco Mundial, o Fundo de População (FNUAP), o Fundo para a Infância (UNICEF), a Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS)14.
E continua na mesma página:

Nos anos recentes os organismos da ONU já mencionados, a IPPF e o PC formaram uma espécie de associação para promover o planejamento familiar e o aborto a nível mundial18. A principal estratégia para essa finalidade é a “maternidade sem riscos”19 (eufemismo que inclui as táticas antinatalistas).
Alega-se que a “superpopulação” irá esgotar os recursos energéticos e alimentícios do planeta.
[http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc63817]

E esta então é a minha preferida da ONU, em que diz que se deve controlar os nascimentos para acabar com os pobres! [pintado a cor de rosa para a frase cruel ser mais simpática] Que sorte a nossa não termos nascido em meio abortista senão estariamos mortos. E repare, caro leitor, que muitos dos argumentos que se dão é sobre a indigência da mãe ou da familia da criança ainda por nascer porém tão viva quanto nós: " Mais vale morrer que nascer para não ter nada que comer" dizem uns, outros dizem: "Mais vale nem nascer para não ser amado" referindo-se à rejeição da parte da mãe/família da criança por esta não lhe dar requintes. Deixando de imaginar situações, vejamos o diz realmente a ONU:


... Para quem não o saiba, a UNFPA é uma agencia de cooperação internacional dependente da ONU que defende o direito - tal como cita na sua própria página www.unfpa.org - a que «toda a gravidez seja desejada», entre outras coisas. Solução. O polémico artigo argumenta que a «saúde reprodutiva» é necessária para erradicar a pobreza e a fome, para combater a sida, e também para garantir um crescimento sostentável através da estabilização do crescimento da população.


original: ... para quien no lo sepa, el UNFPA es una agencia de cooperación internacional dependiente de la ONU que defiende el derecho –tal y como cita su página web (www.unfpa.org)– a que «todo embarazo sea deseado», entre otras cosas. Solución. El polémico informe argumenta que la «salud reproductiva» es necesaria para erradicar la pobreza y el hambre, para combatir el sida, y también para garantizar un crecimiento sostenible a través de la estabilización del crecimiento de la población.
[http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=mundo&artigo=igreja20050714_1&lang=esp]

E ainda há mais:

O Fundo Populacional das Nações Unidas (UNFPA) actualmente saudou uma promessa feita pelos governos da Ásia e do Pacifico que dá prioridade aos interesses da população e da saúde reprodutora no seu trabalho para reduzir a pobreza.

original: The United Nations Population Fund (UNFPA) today hailed a pledge by Asian and Pacific governments to give priority to population and reproductive health concerns in their work to reduce poverty. [http://www.unfpa.org/news/news.cfm?ID=39&Language=1]

"Evidencias da Ásia e da América Latina já mostram que esses países que investem mais em educação e saúde, incluindo saúde reprodutiva e planeamento familiar, têm vantagens que contribuem significativamente para o crescimento económico, e redução da pobreza" acrescentou ela

original: "Evidence from Asia and Latin America already shows that countries that invest more in education and health, including reproductive health and family planning, have advantages that contribute significantly to economic growth, and reduce poverty," she added. [http://www.unfpa.org/news/coverage/2003/december13-19-2003.htm]

Acabo aqui a minha denúncia sobre a ONU e como vê, caríssimo leitor, eu não disse nada, Absolutamente nada! Pois tive quem dissesse por mim, incluindo uma agência de cooperação internacional dependente da ONU, a UNFPA, essa organização diz tudo o que está a fazer!

Aconcelho a ler esta página que tem muitos artigos a denunciar a maldade do aborto:
http://www.providafamilia.org.br/doc.php?topic=top56799

21 de maio de 2005

Napoleão


Eis Napoleão Bonaparte, com a sua famosa postura da mão direita tapada. Essa forma de pôr a mão é... ou era um sinal secreto de reconhecimento; assim era mais fácil, a outros maçons, de identificar quem pertencia à mesma seita. Posted by Hello

10 de dezembro de 2004

Não podia estar mais claro

[o que está entre parentesis rectos é meu]

Senhoras e Senhores grão-mestres,
Senhoras e Senhores,

Sinto-me feliz por receber hoje os representantes da uma tradição filosófica que teve um importante papel, em França e no mundo, na elaboração e na difusão das ideias republicanas.[mais claro não podia estar, a maçonaria tem trabalhado imenso para a difusão das ideias republicanas depois aparecem maçons afirmando que apenas trata de assuntos esotéricos]

Há histórias que contribuem para forjar a história [estou totalmente de acordo!], acontecimentos que fazem avançar a causa da liberdade. A Criação, em 1728, da primeira loja francesa é um deles.

Ao receber-vos hoje, desejei render uma homenagem ao papel cívico das sociedades de pensamento. Um papel activo em defesa e afirmação dos princípios republicanos, num papel de vigilância e reflexão.

Este aniversário é também para vocês uma ocasião para dar uma ideia exacta da franco-maçonaria, muito mais longe que razões pontuais e de prejuízos.Inscrever este compromisso numa herança da ilustração. Luzes [negras...] da razão, da tolerância [tolerancia essa que não tolera a moanrquia nem o catolicismo] e da solidariedade humana, luzes da liberdade, a liberdade absoluta de consciência, a liberdade de dar, porque a dádiva é um motor de progresso. Uma liberdade que resume bem a triplica: “causar e não impor, sugerir mais do que declarar”. Resumidamente, a verdadeira liberdade do homem para com as paixões como nos jugos sociais.

Alain Bauer, cuja iniciativa saúdo, que reúne hoje aqui, explicou o nascimento da maçonaria em França às portas do século XVIII, com esta bonita fórmula: “é o povo da Enciclopédia que [infelizmente] tenta converter-se nas luzes”. Nascido nos espasmos das guerras civis ["causar e não impor"] e religiosas inglesas, o ideal maçónico [esta não percebi, o "ideal maçónico" nasceu das guerras ou são as guerras?], oIsaac Newton[ou foi o Newton que nasceu?], sonhava substituir os dogmatismos por um debate sobre o progresso científico, aflorar a pressão, romper as rédeas, para instaurar um espaço de liberdade, fora dos tabus e regras do seu tempo. [Rebeldia! Libertinagem!]

Com esta história, com estas convicções, a franco-maçonaria pode assumir-se com orgulho. Fundam o seu compromisso. Assinalam as suas tradições. Três séculos já passaram e os seus trabalhos seguem-se realizando-se na liberdade, a denegação das certezas, a abertura internacional[U.E.?], procurando sempre a indispensável serenidade na qual se devem levar a cabo as reflexões, longe da agitação do mundo.

A sua fidelidade às tradições, o seu compromisso ao serviço do homem, a franco-maçonaria pagou-os amplamente, perseguida por todos os totalitarismos.

As horas negras de ocupação nazi marcam-na penosamente [Graças a Deus, Salazar também a perseguiu]. A partir de Agosto de 1940, promulga-se uma legislação anti-maçónica [de tão bonzinhos que são]. As obediências dissolvem-se, são ocupadas localmente, são devastados templos, são destruídos arquivos, suas colecções são roubadas. Denunciam-se os franco-maçons, seus nomes são proporcionados ao invasor nazi. Muitos de entre eles foram deportados e encontraram a morte nos campos de concentração. Nunca na sua história, a franco-maçonaria francesa, que sempre se desenvolveu no maior respeito das suas instituições e leis, haviam de sofrer com tal desenvolvimento de violência e ódio.

Esta animada diversão [agora é diversão? Foram perseguidos, pilhados e denunciados e foi divertido?] não pode explicar-se sem ser pelo indefectível compromisso dos franco-maçons com a República [ahhh os nazis eram republicanos, defendiam a republica tal como os maçons...]. Eles ajudaram a nascer a República, estendendo as suas ideias à razão e ao progresso. Velaram-na quando era frágil e atacada. Alimentaram-na com a sua exigência e com a sua reflexão. Todavia hoje estão na primeira fila dos seus opositores.

Os séculos XVIII e XIX, foram naturalmente de combate contra o autoritarismo. [monarquia?]

Nas tabernas das suas origens, contribuíram para difundir os valores que geraram a Revolução francesa e que promulgaram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão [declara claramente que a maçonaria causou e não impôs, sugeriu mais do que decalrou a revolução francesa onde tantas mortes houve] . O grande impulso de 1848, militam a favor das liberdades políticas e sindicais, a liberdade da informação, a liberdade de associação, a absolvição da escravatura. [e a Santa Madre Igreja que é contra a escravatura não teve qualquer papel na sua abolição, segundo este discurso]

Depois de ter contribuído com o nascer da III República, são numerosos os que se comprometem na Liga dos Direitos humanos, para que triunfe a inocência do Capitão Dreyfus. Alguns anos antes, haviam preparado, de uma forma activa e ardentemente a lei de 1882, lei fundamental para a República, que criava um ensino primário obrigatório, laico e gratuito. Com esta mesma firmeza, o mesmo entusiasmo, apoiam a lei de 1901, que garantia a liberdade de associação, logo a lei de 1905, que separa as igrejas do Estado. [tolerantes...]

A luta pela laicidade deve muito a este compromisso. Combate que segue estando sempre na actualidade. Combate a tolerância [??? será uma má tradução do françês? Então não eram a favor da tolerância? E agora combatem a tolerância?] e por uma fraternidade baseada no respeito do outro e que não se detêm perante as diferenças, as origens, as religiões.

Com este passo no tempo, à medida que se vão arreigando a República, a quem se impuseram valores universais que defende, a franco-maçonaria francesa supõe atrair mulheres e homens comprometidos com a vida social e representativa da França em todas as suas diversidades. [e assim afirmam que querem atrair adeptos mas com vida social representativa da França, gente importante (e a igualdade?).]

Não há questões, numa relação com o progresso humano, que os franco-mações não tenham abordado. Recentemente, individualmente ou de maneira colectiva, envolveram-se em debates sobre o lugar da mulher na nossa vida pública, sobre a bioética, a recepção e o lugar dos menos válidos, o futuro da escola, a construção europeia, o desenvolvimento sustentável, a universalização, a diversidade cultural, a questão do choque demográfico e a adaptação necessária da sociedade francesa e suas estruturas.

Parece que os franco-mações têm marcado com o coração a exigência humanista, estão nos primeiros postos da luta contra o racismo, o anti-semitismo e a xenofobia, contra a discriminação e contra a violência.

Senhoras e Senhores,
Este aniversário que nos reúne, significa um compromisso renovado pelo futuro, por novos progressos e outras liberdades.

Hoje, quero saudar a sua acção que desempenhou um papel tão essencial no desenvolvimento do ideal republicano em França. Ao receber todos, desejo dar-vos prova do respeito da Nação para os que são e para os que fizeram.

Obrigado.

in http://www.glnp.pt/ (site da Grande Loja Nacional Portuguesa)